Reclamar é viver?

Não, este não é um texto de autoajuda, embora muitos dos eventuais leitores possam julgá-lo como tal. Pois bem, não estou aqui para ficar me explicando e, sendo assim, limito-me a escrever. E quem quiser ler, que leia.

É certo que, no decorrer da vida, nos deparamos com um sem número de problemas para os quais somos obrigados a, no mínimo, pensar em soluções. A “grande” questão é que nós, como habitantes do simpático planeta Terra, estamos sujeitos às imperfeições do mundo, tão inevitáveis quanto imprescindíveis para o nosso aprendizado. Ah, sim, estou falando o óbvio, vão dizer – e é isso mesmo. Não tenho a menor intenção de ser inovador.

A única intenção que tenho de verdade é provocar um pouco: já que é tão óbvio que os problemas são parte inexorável da vida, não deveria ser também óbvia a existência das soluções? O “ser humano médio” talvez diga que não é tão simples assim. Mas, como ser humano médio, sinto-me obrigado a discordar. Não só podemos encontrar soluções para os problemas por nossa própria conta, mas nos valer da experiência alheia para encontrar caminhos alternativos.

Aí é que está o grande desafio. Boa parte do tempo estamos preocupados em nos lamentar e culpar os outros ou as circunstâncias pelo nosso infortúnio. Mas em grande parte das vezes simplesmente somos incapazes de usar um pouco de otimismo para pensar diferente e deixar de lado as reclamações. Nesse “nicho” é que mora o perigo. Ao tornar a lamúria uma constante, nos arriscamos à estagnação e, pior, nos sentenciamos à infelicidade.

Não quero parecer “xiita” e lembro que sim, é legítimo indignar-se. E questionar. Mas é fundamental mexer-se. E agir. A lamentação vazia envenena – e mata aos poucos. Trata-se de uma questão de escolha, de visão de mundo, da forma como se encara a vida. De fato, ela pode ser um mar de tormentas, mas isso depende em grande parte do olhar que imprimimos às coisas. E do quanto nos movimentamos pelo aprimoramento.

A situação se complica “um pouco” mais quando temos outras pessoas sob nossa responsabilidade (e isso vale para família, amigos, conhecidos e colegas). Pois além de estragarmos nossa própria vida, corremos o risco de levar conosco alguns desavisados. Portanto, sugiro cautela. Se reclamar o tempo todo é uma opção sua, não fique “angariando adeptos”. Os outros não são obrigados a levar adiante o seu pessimismo. Nem a irradiar a sua infelicidade.

Enfim, evitando ficar muito repetitivo, deixo a você a reflexão. O que você quer ser quando crescer?

Marcos Arthur Escrito por:

Inquieto. Curioso. Companheiro da Marina e pai do Otto. Ultramaratonista. Facilitador de aprendizagem. Sócio-fundador na 42formas. Escritor amador. Eterno aprendiz.

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