Vis ceras

Minhas vísceras falam
murmuram gritam
expelem o fel que desce às gargantas
e arrancam pedaços
e colam e latejam
ejaculam partes de mim

vis

Minhas vísceras tremem e tomam
e expelem pedaços ferruginosos
de vísceras de nádegas de pés de mãos entrelaçados
e dobram como os sinos a sina
de coma de acne
de pústulas póstumas decadentes
avesso perverso
de portas de tortas
vertendo suor de rios
jatos
vadios
baldios

ceras

vômitos

Minhas vísceras falam
e cantam e blasfemam
debulham esfolam
contorcem e tropeçam
espalham a peste a veste

vis

Marcos Arthur Escrito por:

Inquieto. Curioso. Companheiro da Marina e pai do Otto. Ultramaratonista. Facilitador de aprendizagem. Sócio-fundador na 42formas. Escritor amador. Eterno aprendiz.

seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *