Abraço

Entreolharam-se
as vontades confusas
vincos
e vínculos

Passavam-lhe
as imagens pela janela
um vidro sujo
sem estilhaços

A boca
estava amarga
outra vez
mas doce
uma gota de suor
escorria-lhe a têmpora
pulso
as mãos e o peito
tremiam

(silêncio)

A janela
pelas imagens
paradas.
o vidro
pela carne
e olhos abertos
cerrados

Havia alguma
insipidez
e terra
e ferrugem
novos sabores

pulso

loucura estilhaços veia ternura esquecimento pele pelo candura devoção unhas dedos pragas liberdade boca boca boca…

silêncio.

Marcos Arthur Escrito por:

Inquieto. Curioso. Companheiro da Marina e pai do Otto. Ultramaratonista. Facilitador de aprendizagem. Sócio-fundador na 42formas. Escritor amador. Eterno aprendiz.

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